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Os protagonistas de ‘After: Depois da Verdade’, Josephine Langford, Hero Fiennes Tiffin e Dylan Sprouse, contam à Vanity Fair Itália as emoções e curiosidades por trás de um dos filmes mais esperados do ano. E a escritora da saga, Anna Todd, fala da importância de se falar sobre sexo entre os jovens. Confira a tradução da matéria na íntegra:

Os leitores que acusaram o primeiro filme de ser muito diferente do livro, amenizando a relação entre Tessa e Hardin e efetivamente eliminando muitas das cenas de sexo presentes entre as páginas, não vão se decepcionar, porque ‘After: Depois da Verdade’, a sequencia de uma das sagas de maior sucesso dos últimos anos, eleva o padrão e transpõe os ambientes carregados de tensão, sexual e emocional, dos protagonistas da obra de uma forma surpreendente, plausível e absoluta.

“A casa de produção garantiu que desta vez eu tivesse mais voz no processo criativo para que os fãs não ficassem desapontados. O primeiro filme estava perdendo muitas das sombras que caracterizam a relação entre Tessa e Hardin no livro. O diretor, Roger Kumble, imediatamente entrou em sintonia com o material em que deveria trabalhar e ficou empolgado em começar a trabalhar para dar aos fãs de After o que eles queriam”, garante a escritora Anna Todd via Zoom, pronta para apresentar à imprensa estrangeira o segundo filme baseado em seu livro, ‘After: Depois da Verdade’, publicado na Itália pela Sperling & Kupfer.

O filme, que chega aos cinemas em 2 de setembro na Itália, retoma a história de onde parou: Tessa descobriu que Hardin, o garoto por quem ela se apaixonou perdidamente no primeiro ano da faculdade, decidiu conquista-la apenas para fazer uma aposta, e está determinada a esconder quaisquer sentimentos que a prendam. Enquanto Hardin não consegue se libertar dos maus hábitos que já provava ter no primeiro filme, Tessa segue em frente, começa um estágio na Editora Vance e conhece um cara que, no papel, parece ter todas as qualificações para se candidatar como o namorado perfeito. Seu nome é Trevor e, embora os fãs dos livros tenham sentimentos ambivalentes por ele, sabemos que ele conquistará grande parte do público com seu queixo quadrado e seus olhos verdes. Ele tem a cara de Dylan Sprouse, que nos explica como foi emocionante fazer parte de um projeto tão adorado por jovens de todo o mundo: “Quando cheguei a Atlanta, sabia que estava entrando em um carro já oleado. Por um lado, pelo clima dentro da equipe, todos pareciam se conhecer e se divertir muito. E, por outro, pelo efeito After que arrebatou os fãs.”

Para interpretar seus papéis, no entanto, voltam Josephine Langford e Hero Fiennes Tiffin, agora muito próximos na tela e grandes amigos na vida real. “Neste filme, finalmente conhecemos uma Tessa mais madura e sábia, lutando com um estágio e carregando a bagagem de seu primeiro amor verdadeiro”, revela Josephine – vestida de preto e com maquiagem pesada demais.

“O primeiro filme gira em torno do encontro dos dois personagens e, quando termina, os espectadores conhecem os sentimentos que eles têm um pelo outro. O segundo se concentra, por outro lado, em explorar o mundo interior dos personagens, então não acho que os dois protagonistas mudem significativamente: prefiro dizer que é a maneira em como os vemos que muda.”, acrescenta Hero, cabelo com gel para trás e polo bege que se destaca sobre um fundo branco virginal. Ambos estarão envolvidos em muito mais cenas de sexo desta vez do que no primeiro filme.

Perguntamos a ele se houve um pouco de constrangimento no set, e parece que Josephine é muito mais conhecedora do que Hero na arte de esboçar seu constrangimento: se o garoto disser que “algumas vezes esqueci minhas falas, que por sua vez, foi constrangedor”, ela explica que ter uma equipe ao seu redor sempre pronta a apoiar foi fundamental para se sentir confortável filmando sequências tão ousadas: “Este é o tipo de ambiente de que você precisa para poder filmar um filme desse tipo e permanecer emocionalmente estável no set”. Junto com a relação entre Tessa e Hardin, no entanto, ‘After: Depois da Verdade’ nos conta algo mais sobre o passado deles, principalmente o de Hardin: “Saber o que ele passou pode fornecer alguns motivos para explicar seu comportamento e seu jeito de ser”, acrescenta Hero, que faz questão de enfatizar que nunca fez uma aposta tão terrível como a de Hardin com seus amigos para fazer Tessa se apaixonar por ele e depois partir seu coração. “Eu nunca poderia fazer algo tão ruim. Admito que apostei muito dinheiro no meu time favorito às vezes, mas isso é algo que eu não faço mais.”

“Acho que desse ponto de vista o que conta, mais do que o passado, é o presente e a evolução que ambos vivemos como seres humanos, que entre outras coisas também emerge de uma mudança nas modalidades de comunicação”, diz Josephine. A história dos dois protagonistas, por outro lado, é tão conhecida pelo público que nem mesmo a autora da saga original, Anna Todd, consegue explicar por que seus cinco livros encontraram o amor de tantos leitores em todo o mundo. “Adoraria saber também. Acho que o sucesso de After se deve ao fato de você poder encontrar uma parte de si mesmo em cada um dos personagens. As histórias contadas são tantas que, mesmo que você não se reflita em Hardin ou Tessa, você pode se ver em Molly ou Steph e descobrir algo de sua infância descobrindo o vício de Hardin. Não é simplesmente a história de duas pessoas fazendo sexo e discutindo, mas os personagens são aprofundados, para que qualquer um possa, em parte, se identificar com eles. Esta é a conclusão a que cheguei nos últimos dois anos”. As demonstrações de carinho com seu trabalho, por outro lado, chegaram a Todd em mais de uma ocasião. A certa altura, ela conta ter recebido a visita de dois pais brasileiros que perderam a filha que faleceu com o livro no colo: “Muitas garotas disseram-me que aprenderam muitas coisas. Há quem me diga que percebeu que tinha que deixar o garoto ir e quem entendeu que tinha que perdoar o pai, quem entendeu que tinha que conquistar mais segurança e quem se deu conta que teve que abrir mão do ideal do amor perfeito. Gosto de ver tantas reações diferentes, porque, por mais que isso possa desacreditar o meu trabalho, é claro que, por uma razão ou outra, consigo chegar ao coração de todas essas pessoas”. Por falar nisso, querer insistir no sexo não é uma escolha casual, mas necessária: “Não entendo esse hábito de querer manter as meninas no escuro sobre tudo relacionado ao sexo e subordinar sua ideia de sexo a um ponto de vista puramente masculino. Quando ‘Cinquenta Tons de Cinza’ foi lançado, muitas mulheres esconderam a capa do livro, apavoradas com a ideia de que sabiam que estavam lendo um romance erótico. Mas, quando você é um adulto, isso não deveria acontecer. Também penso na polêmica que After acendeu, relacionada ao fato de as meninas lerem sobre masturbação, mas eu não entendo do que ter vergonha. Se alguém se sente ofendido por sexo, não precisa ouvir sobre isso, mas aqueles que são curiosos – e muitas garotas são – têm todo o direito de explorar sua sexualidade e fazer sexo. O sexo deve permitir que você se sinta poderoso e, por mais generalização que possa parecer, são os homens que mais gostariam de aprender sobre o assunto. Para que haja verdadeira coesão nas relações, é importante que as meninas expressem sua sexualidade e a vivenciem como uma coisa normal, e que o assunto seja abordado sem vergonha de ser dito”.

Fonte: Vanity Fair Itália. | Tradução e Adaptação: Josephine Langford Online.